Data : 15/07/2015

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Pneumatologia

8.3.1 Pneumatologia

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Na Marialis cultus Paulo VI pede um aprofundamento da pneumatologia, ou a teologia do Espírito Santo.
Afirma-se, algumas vezes, que muitos escritos espirituais hoje não refletem suficientemente toda a doutrina com respeito ao Espírito Santo. É tarefa dos especialistas verificar e ponderar a verdade desta afirmação. Mas é nosso dever exortar a todos, especialmente os que estão no ministério pastoral e os teólogos, a meditarem mais profundamente no trabalho do Espírito Santo na história da salvação, assegurando que os escritos espirituais cristãos dêem a merecida atenção à sua ação doadora de vida. Tal estudo deverá ressaltar, em particular, o relacionamento oculto entre o Espírito de Deus e a Virgem de Nazaré e mostrará a influência que ambos exercem na Igreja. A partir de uma meditação mais profunda sobre as verdades da fé, fluirá uma piedade mais vivencial.

Geralmente é admitido que o Oriente é mais pneumatológico do que o Ocidente, enquanto que este último é mais cristológico. Foi apenas com o Vaticano II e com a subseqüente reforma da liturgia que a Igreja Ocidental chegou a uma consciência mais profunda da necessidade de uma pneumatologia mais elaborada. Estas diferenças entre o Oriente e o Ocidente mostram um discernimento válido quando analisamos as características das duas tradições. Mas não devem ser exageradas. Contudo, a afirmação sobre a fraca pneumatologia do Ocidente é, em geral, uma verdade dentro da tradição espiritual carmelitana.

Ela é fortemente cristológica, apesar de algumas passagens de grande intensidade e beleza sobre o Espírito Santo em muitos de nossos autores. A afirmação sobre nossa mariologia é igualmente verdade: apesar do Espírito Santo não estar ausente, nossos autores não podem ser considerados como tendo dado “a devida proeminência à sua ação doadora de vida”, como Paulo VI exigiu. Podemos, na verdade devemos, enriquecer nosso pensamento mariológico a partir dos escritos recentes sobre o Espírito Santo e Maria.peneupcse2

Esperamos que um elevado senso do Espírito Santo e de Maria influencie muitos aspectos de nossas vidas. Por isso, ao falarmos com freqüência de nosso carisma, especialmente de nosso carisma profético, os textos que vêm de fontes oficiais como os Capítulos e os Conselhos das Províncias, e os textos de autores, ainda não traduzem uma teologia compreensiva do carisma, nem resgatam completamente os ensinamentos do Vaticano II sobre este assunto.

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