Bispo Carmelita em Processo de Beatificação

Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, Bispo da Ordem do Carmo.
Primeiro Bispo de Jundiaí-SP. (1910-1982).

PROCESSO DE CANONIZAÇÃO DE DOM GABRIEL BUENO COUTO
RESPONSÁVEIS DO PROCESSO:

Postulador: Pe. Filip Amenos, OC
Juiz Delegado: Pe. Paulo Toni Jr.
Promotor de Justiça: Pe. Francisco de Assis Soares S.D.S.
Notários : Prof. Roberto Machado de Carvalho
Diác. Diogenes Faustini
Vice Postulador: Frei Pedro Calisto O.C.
COMISSÃO HISTÓRICA

Presidente: frei Tadeu Passos Camargo
Vice-Presidente: frei Clóvis Nascimento
Secretário: Roberto Machado Carvalho
(Fonte: www.diocesedejundiai.org.br)

NOTÍCIAS DIVERSAS:

Instalada Comissão Histórica do processo de beatificação de Dom Gabriel, Bispo Carmelita.
Em reunião realizada na segunda-feira, 21 de março de 2005, no Convento do Carmo em Itu, dom Gil Antônio Moreira, bispo diocesano, instalou a Comissão Histórica do processo de beatificação de dom Gabriel Paulino Bueno Couto. A finalidade de tal comissão é reunir todos os documentos referentes à vida e obra de dom Gabriel. A comissão ficou constituída da seguinte forma: frei Tadeu Passos Camargo, presidente, frei Clóvis Nascimento, vice-presidente, e sr. Roberto Machado Carvalho, secretário.
A comissão já fez sua primeira reunião na manhã do dia 29 de março, na residência episcopal, cujo objetivo foi trabalhar na elaboração do material a ser enviado a Roma em vista do andamento do processo.

Dom Gil teve audiência com o Papa Bento XVI em Roma
De 24 de junho a 8 de julho, dom Gil Antônio Moreira, bispo diocesano, esteve em viagem a Roma.

A viagem também contou com uma visita de dom Gil à Congregação para a Causa dos Santos, fazendo com que novos passos fossem dados na causa de beatificação de dom Gabriel Paulino Bueno Couto, primeiro bispo diocesano. O pastor da Diocese encaminhou vários documentos mais recentes ao postulador da causa, padre Filip Amenos, OC, inclusive a documentação sobre o possível milagre realizado por dom Gabriel.

Colaboração: padre Paulo André Céo Rosa

Dom Gabriel é Homenageado em Itú

Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, primeiro bispo diocesano de Jundiaí, está sendo homenageado pela Secretaria Municipal de Cultura, com a 14ª edição da semana que leva o seu nome. No dia 9 de março, a Congregação Mariana homenageou Dom Gabriel com uma missa na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, e em seguida, a Corporação Musical “União dos Artistas” se apresentou no Largo da Matriz, em Itu.
As comemorações seguem no dia 11 de março, na Igreja Nossa Senhora do Carmo, com uma missa pela beatificação de Dom Gabriel, às 18h, e no dia 15 de março, às 16h, haverá outra cerimônia pela beatificação do homenageado, na Igreja Nossa Senhora do Patrocínio.
Dom Gabriel nasceu em Itu, em 22 de junho de 1910. No dia 5 de janeiro de 1967, assumiu a Diocese de Jundiaí, onde permaneceu até o falecimento em 11 de março de 1982.

(Fonte: www.itu.com.br)

GABRIEL E IVO, DONS DE DEUS

Dom Gil Moreira (*)

Naquele dia 11 de março de 1982, após escrever numa pequena folha de papel "Jesus é tudo para o Padre", cerrava os olhos para o tempo e os abria para a eternidade. Partia deste mundo para Deus um homem simples, humilde, de compleição física diminuta, mas grandioso de espírito de quem o povo jundiaiense jamais esqueceria: Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, o primeiro Bispo da Diocese. Ao completar 25 anos do seu trânsito, celebramos, na mesma Eucaristia, o 7º dia do desenlace de Dom José Ivo Lorscheiter, um dos símbolos da atuação da Igreja em nosso País. De físico robusto, raciocínio rápido e de lógica inconfundível, guardava no peito um coração amoroso, pulsante na freqüência de Deus. De seus lábios, cada vez que se abriam, podia-se escutar voz profética desprovida de medo, enriquecida de caridade e destituída de agressividade.

De Gabriel, o frade carmelitano, que desde criança respirou ares de santidade na penumbra das igrejas barrocas de Itu, aprende-se que o homem busca sua realização e só a encontra em plenitude quando descobre que pode, já nesta vida, repousar em Deus. Aprende-se que o amor de Cristo é a fragrância que dá sentido à vida, mesmo quando os terrores ameaçam a alma. Recolhe-se de suas palavras, ditas e escritas, tal sabedoria que rejeitá-las seria o mesmo que não querer alimentar-se. O leitor de Gabriel é impulsionado a ir em missão, pois quem tem a graça e o encanto de crer não consegue prosseguir sem dar do que possui no santuário de seu espírito, ou seja levar Cristo aos que ainda não o têm e aumentar a consciência de Cristo naqueles que já o têm. Eis o segredo da felicidade humana, a chave e a base para a solução dos problemas que afligem o meio social.

Ivo, filho de agricultores gaúchos marcados por convicção forte da fé católica trazida pelos avós alemães, deixou suas capacidades e carismas pessoais à disposição do Senhor e se tornou um luminar. Eleito bispo com 38 anos de idade, não ficaria restrito aos estreitos limites dos pampas riograndenses, mas logo seria chamado pelos seus co-irmãos bispos a reger os caminhos da CNBB, como Secretário Geral e depois como Presidente, por duplos mandatos consecutivos. Foram 16 anos de serviços de 1971 a 1986, em tempos polêmicos do governo militar brasileiro. Dom Ivo era um homem também dotado de simplicidade, totalmente desapegado dos bens materiais, capaz de dialogar e de não transigir diante de ameaças à dignidade da pessoa humana. Como bem demonstraram os jornais na época e nestes dias de seu passamento, estava sempre pronto para defender a ética sem receio de ser perseguido. Foi capaz de dizer ao Presidente Medici, as seguintes palavras que talvez resumam as intenções da Igreja em suas posições críticas ao totalitarismo do governo de então: " Não criticamos vocês por aspectos técnicos, mas por questões éticas. Vocês fazem coisas moralmente injustas". Mas Dom Ivo não permitia interpretações confusas e acusações falsas, por exemplo, quando disse: "Os cristãos devem manter posições eqüidistantes do capitalismo e do comunismo(...) Nós não queremos nada com o comunismo porque ele é ateu, materialista e supressor dos direitos humanos; e, pelas mesmas três razões, somos contra o capitalismo."

Quanto a Dom Gabriel, conta-se que numa das difíceis Assembléias da CNBB daqueles anos, diante do impasse na edição de um texto julgado muito agressivo, ele foi chamado a colaborar na comissão de redação. Sua presença de santo em poucos minutos mudou todo o clima da acirrada discussão, uniu as partes discordantes, sugerindo nova formulação redacional em que se incluiriam várias amenizardoras palavras de Cristo. O texto se transformou numa profética e caridosa exortação em lugar da página anterior de argumentos puramente sociológicos de análise conjuntural.

Diferentes no físico, na atuação e nos jeitos, os dois apóstolos celebrados hoje à luz da fé na ressurreição dos mortos, serão sempre reconhecidos e amados como autênticos dons de Deus.

(*) Bispo Diocesano de Jundiaí

(Fonte: www.diocesejaboticabal.org.br)

DADOS BIOGRÁFICOS DE DOM GABRIEL:

Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, carmelita, nasceu na cidade de Itu, integrante da nova Diocese, em 22 de junho de 1910. Fez os seus estudos secundários no então Seminário Arquidiocesano e Provincial de São Paulo, dirigido pelos Cônegos Premonstratenses, na cidade de Pirapora do Bom Jesus. Entrou no Convento do Carmo, de Itu. Seguiu para Roma, onde terminou a sua formação carmelitana, tendo sido ordenado presbítero em 9 de julho de ano de 1933. Permaneceria na Cidade Eterna até a sua nomeação e sagração como Bispo, o que se deu em 15 de dezembro de 1946. Em Roma, foi o Reitor do Colégio Internacional "Santo Alberto", da Ordem do Carmo. Durante a II Grande Guerra, de 1939 a 1945, sentiu as conseqüências de uma alimentação insuficiente e em decorrência do zelo com que atendeu a um dos seus confrades tuberculoso, veio a contrair a grave doença. Isso pesaria sobre a sua frágil pessoa até a sua morte no ano de 1982, já como Bispo de Jundiaí. No Brasil foi, seguidamente, Bispo Auxiliar em Jaboticabal, Curitiba, Taubaté e São Paulo.

Em 1966, foi eleito primeiro Bispo de Jundiaí, Diocese que pastoreou exemplarmente de 1967 até o ano de sua morte. Poliglota, conferencista, teólogo, pintor e escritor, Dom Gabriel Paulino Bueno Couto morreu com fama de santo e místico. Trabalhou incansavelmente, deixando poucos escritos, porém, de grande valor, entre eles: "O Homem e Sua Realização: Roteiro de Felicidade" e "O Sacerdote, o Matrimônio e a Família no Magistério da Igreja de Cristo". Em 06 de janeiro de 1980 inaugurou o Seminário Maior da Diocese. Preparando o início do processo de sua beatificação, os escritos de Dom Gabriel Paulino foram examinados por dois renomados teólogos brasileiros. Em seus Pareceres declaram não só a ortodoxia dos escritos e pregação do venerando Bispo mas, também, a originalidade de seu pensamento cristológico e eclesiológico. Constituído o Tribunal Eclesiástico Diocesano, para o processo de sua beatificação, foi enviado à Congregação da Causa dos Santos em outubro do ano 2000, aguardando a palavra definitiva da Sé Apostólica Romana. Seus restos mortais repousam na acolhedora Cripta da Igreja Catedral de Nossa Senhora do Desterro.

Enviada por: Eva Luzia Feliciano
Fonte: Site oficial da Diocese de Jundiaí

ORAÇÃO PARA ALCANÇAR A BEATIFICAÇÃO DE DOM GABRIEL

Ó Deus, que enriquecestes o coração do vosso servo, o bispo Dom Gabriel, com os dons do Espírito Santo e o fizestes pastor incansável e modelo perfeito das virtudes cristãs e conselhos evangélicos, dignai-vos manifestar os méritos do vosso servidor elevando-o à glória dos altares para edificação da vossa Igreja e alegria do vosso povo, concedendo-me por sua intercessão a graça... (peça-se). Por Cristo, nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém.

(Pai Nosso, Ave-Maria, Glória).















 
 Desenvolvido por Genea Soluções em Informática