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O jeito carmelita de ser missionário.

  • O carmelita, a carmelita, somos antes de tudo, homens e mulheres de oração. Somos contemplativos. É assim que somos conhecidos na Igreja e apreciados pelo povo. Somos contemplativos, porque fomos contemplados por Deus. Deus nos contemplou com os seus benefícios e colocou em nós um de seus dons para ser revelado e entregue ao seu povo. Realizamos a nossa missão nas comunidades com a riqueza da nossa vida contemplativa, buscando fazer crescer a busca de Deus e a vida de oração. Identificados com o nosso carisma, levamos para a missão as nossas devoções Elias e Maria, pai e mãe dos carmelitas.
  • Somos inspirados pela maneira como eles viveram a fé, a esperança e o amor; o modo com que encarnaram a Palavra de Deus em suas vidas, e como souberam colocar o Seu Reino presente na comunidade e na vida do povo. Todos somos chamados a evangelizar: padres, freiras e leigos. Produzir bons frutos a partir da vivência dos valores da nossa herança espiritual, valorizando os trabalhos pastorais e missionários já existentes em cada área missionária. É Jesus quem nos convida e nos envia “Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês” (Jo 20, 21).
  • Na raiz de nossa missão está Jesus, o enviado do Pai. É ele quem nos envia. Ele é o modelo de todo missionário. Missionário é aquele que recebe uma missão. Não vai em nome próprio, mas em nome de quem o envia. A sua 1ª tarefa é identificar-se com aquele de quem recebe a missão. Deverá imitar Jesus que diz: “Nada faço por mim mesmo, mas falo como me ensinou o Pai. E quem me enviou está comigo”(Jo 8, 28-29). E Ele diz aos missionários: “Estarei com vocês até o fim dos tempos”(Mt 28, 20).

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para anunciar a Boa Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a remissão aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos” (Lc 4, 18)

  • Esta é a missão que Jesus recebeu do Pai. Para que esta missão pudesse ser continuada em nome dele, Jesus convocou um grupo, formou uma comunidade. “Chamou a si os que ele quis, e eles foram até ele. E constituiu 12, para que ficassem com ele, e para enviá-los a pregar e terem autoridade para expulsar os demônios” (Mc 3, 13-15). Assim, são dois os movimentos básicos da missão: “ficar com Jesus”, e “pregar e expulsar os demônios”.
  • O missionário carmelita em 1º lugar une-se a Jesus, busca ter o Espírito de Cristo, e constitui uma equipe; para num 2º momento revelar o Pai, ser testemunha de Jesus, assumir a luta que o Senhor iniciou contra os demônios, isto é, os poderes do mal que estragam a vida do povo e a empobrecem. São 2 aspectos que se completam como 2 lados da mesma medalha. O estar com Jesus, a oração, a vida de fé em comunidade e o trabalho em equipe dão consistência e conteúdo à Palavra que se anuncia e à luta que se trava. A Palavra e a luta, quando são fruto da vivência do Evangelho, revelam a dimensão do Reino que existe no esforço humano de transformação e libertação.

“Do mesmo modo, qualquer de vocês, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo”. (Lc 14, 33)

  • Jesus nasceu pobre, viveu pobre e morreu pobre, mesmo sendo rico. Ele pede ao missionário que se faça pobre, e insiste para que o trabalho da missão seja despojado, apoiado só em Deus. Isto exige do missionário um desapego e uma renúncia total de tudo (Mc 8, 34-35). A missão também se faz pela força do Espírito. Jesus disse: “O Espírito me enviou…” É este Espírito de Jesus presente na comunidade que faz a comunidade ser a revelação de Jesus, ter os mesmos sentimentos dele. O Espírito faz o missionário lembrar e entender as palavras de Jesus.