Data : 16/07/2015

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Conclusão

7.8 Conclusão

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Fica claro pelo exame da documentação da Ordem entre 1968-1993 que os principais interesses da Ordem nesta época não eram marianos. Além das Constituições de 1971 (que refletem o Capítulo Geral de 1968), existem apenas quatro declarações principais sobre Maria: o Conselho das Províncias de 1979 “Retorno à Fonte”; a carta de Fr. Malley; a carta conjunta dos dois Gerais (1992); as novas Constituições. Apesar de Maria ser mencionada em alguns outros documentos, as referências são ocasionais e, às vezes, superficiais. Os documentos que poderiam facilmente transmitir uma idéia mariana falharam em fazê-lo. Isto é certamente significativo tanto no número quanto nos contextos onde ocorrem a omissão.

Quando olhamos para a espiritualidade mariana e para a teologia dos documentos entre 1968-1995, podemos notar várias coisas. A leitura bíblica de Maria é certamente o grande enriquecimento atual, tornando-se mais amplo e profundo do que os principais documentos de nossa tradição. Em segundo lugar, os documentos mostram uma consciência da mariologia cristológica e eclesiológica derivada do Vaticano II. Em terceiro lugar, existe uma tentativa, algumas vezes forçada e não plenamente conquistada, de relacionar Maria aos temas que mais interessaram à Ordem neste período: fraternidade, comunidade, justiça e os pobres. Num quarto ponto, entre 1968-1995, especialmente no fim deste período, existem tentativas de recuperar as tradicionais descobertas carmelitanas sobre Maria, embora a mediação seja totalmente ignorada.

Um quinto ponto é que o Escapulário está quase que totalmente ausente, exceto na carta dos Gerais e nas Constituições. Em sexto lugar, existem poucas evidências de que a devoção litúrgica de Maria, especialmente no Ofício e nas Missas de Nossa Senhora do Monte Carmelo, teve qualquer influência significativa na busca da Ordem por sua identidade e seu carisma. Finalmente, temos que observar que esta tendência de omitir referências à Maria em documentos chaves, pode ser notada também em muitos Institutos religiosos durante este mesmo período.

A principal lição que este período nos traz é o valor de buscarmos confiantemente o que gerações passadas reconheceram, ou seja, Maria como Padroeira, Mãe e Irmã em todos nossos desejos e aspirações como Carmelitas. Não se trata de uma questão de indícios ou de referências, mas uma tentativa, sempre que possível, de revelarmos as genuínas dimensões marianas em quase tudo que fazemos. Nestas reflexões marianas temos que estar abertos às novas abordagens marianas na Igreja, tanto com o Vaticano II quanto no período posterior, assim como às principais características de nossa tradição. Estas características foram estudadas em congressos recentes, conforme observamos no começo deste volume e em capítulos anteriores. Nosso capítulo final traz algumas das descobertas contemporâneas que podem aprofundar ainda mais a nossa visão mariana e carmelitana.

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