Data : 17/07/2015

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Carta dos Dois Gerais (1992)

7.6 Carta dos Dois Gerais (1992)

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Na Congregação de Caracas foi anunciada uma carta comum dos dois Gerais, Fr. John Malley e Fr. Camillo Maccise. Ela apareceu somente após o encontro, mas tinha a data de 16 de julho de 1992.288 Seu tema principal era a evangelização, mas continha importante conteúdo mariano. A carta lembrava que na primeira evangelização da América Latina, os carmelitas “estavam junto ao povo através de seu testemunho de uma vida de oração e da difusão da devoção de Nossa Senhora do Monte Carmelo” (n. 5, cf. 8). Ela afirmava que nosso carisma era “viver em fidelidade a Jesus Cristo segundo o exemplo de Elias e de Maria” (n. 14). Referindo-se à religiosidade popular, a carta menciona a devoção à Maria e ao Escapulário da Ordem (n. 15). A Nova Evangelização exige uma necessidade não apenas de novas técnicas mas, como no caso de Maria e dos santos da Ordem, de uma nova experiência do Deus vivo. Os Gerais escreveram que, em encontros conjuntos, houve uma releitura do carisma da Ordem envolvendo três elementos:

– a experiência contemplativa de Deus;
– a fraternidade como fruto e sinal de contemplação;
– a profecia e o compromisso com a justiça.

Sobre o primeiro ponto eles afirmam:
Para ajudar-nos a realizar esta tarefa, a mais importante e mais urgente para a família carmelitana hoje, temos o exemplo de Maria, Irmã e Mãe dos Carmelitas. Ela acolheu, considerou e encarnou o Verbo de Deus em sua vida. Por isso, ela revelou a Boa Nova de Deus a todos. (n.23)

Quanto ao segundo elemento, a fraternidade, eles observam que:
Para nós, Maria é um símbolo e o modelo da vida em comunidade. Nossa devoção a ela deve nos levar a imitar seu exemplo e libertar-nos como pessoas capazes de alcançar o tipo de comunidade da qual ela canta em seu Magnificat (Lc 1,46-55). (n. 26)

Os gerais concluíram assim sua mensagem:

Que a Virgem Maria do Carmelo nos ajude a ser fiéis ao que Jesus nos pede neste momento crucial da história da humanidade e de nossa família. Assim como no passado, que Maria venha nos ajudar. Quando o desejo de ser fiel, tanto ao nosso carisma quanto aos pobres, nos coloca em crise, o fato de olharmos para Maria nos ajude a assumirmos nossa condição de mendicantes. Irmã, Mãe e Rainha do Carmelo, interceda por nós com vosso Filho e conquiste as bênçãos de Deus para nós. (n. 31)
Tanto o estilo quanto o conteúdo desta carta são notáveis do ponto de vista mariológico. Os dois Gerais encontraram formas apropriadas de aplicar nosso carisma mariano a uma situação atual, ou seja, à Nova Evangelização. Eles se fundamentam tanto em reflexões bíblicas modernas quanto na longa tradição da Ordem e encontraram uma devoção contemporânea para os títulos tradicionais. Além disso, esta carta é o único documento, fora as Constituições de 1971, a mencionar o Escapulário, ainda que de passagem.

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